a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
terça-feira, 28 de novembro de 2006
A Casa
, a linha, o sangue. Que história nos provoca como a nossa? Quem não quer saber de si pelos seus? Pelo trisavô que roubou a trisavó a cavalo num burro, para se casarem antes do sol nascer? Pelo tio-bisavô missionário, nome de escola e avenida numa pequena cidade brasileira? Pelo distante primo escritor, o que nunca quis ser de onde era? Pela avó que aprendeu a ler sozinha, sem ninguém saber bem como? Que nos dizem eles de nós?
domingo, 26 de novembro de 2006
Cesariny, 1923-2006
cena para o final de um terceiro acto
Uma esquina outra esquina
depois os breves canteiros floridos
de quando a cidade era pequenina
depois os longos rochedos brutais
a lua o mar eterno o cais
Uma esquina outra esquina
depois os breves canteiros floridos
de quando a cidade era pequenina
depois os longos rochedos brutais
a lua o mar eterno o cais
Mário Cesariny de Vasconcelos, Manual de Prestidigitação, 1981.
[tentando pôr ao alto a gola do peludo]
sábado, 25 de novembro de 2006
Dos Três Simples
Meia dúzia de adultos e um menino de três anos, alegre. Meia dúzia divertindo-se com ele, como ele. Simples.
A Cara Assombrada
Quem sofre, muda. Também no mais exposto de si - na face. Aí, a dor rubrica qualquer coisa indistinta, inconstante, suficientemente lá para darmos por ela, não mais. Podemos pouco, quanto a isso. Amá-la mais, só.
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
On Connaît La Chanson
A dada altura, Nicolas pergunta a Camille se alguém lê daqueles assuntos, e ela irrita-se. A dada altura, Simon sugere a Camille que talvez se trate de uma depressão, e ela ri-se. Camille talvez conheça a canção. A si, não.
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Acontece
-me às vezes, na maré cheia dos do fim do dia, subir do metro ao comboio e levar de chapa no peito com um amor por todos, todos.
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
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