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quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Comboio, Pragal - Entrecampos

Nada detém uma mulher com vontade de falar. Não uma mulher com vontade de desabafar - que por mais que a tenha nunca avança sem assentimento - uma mulher com vontade de falar, apenas. Que esteve calada o dia todo, limpando, calculando, escrevendo. A ânsia é tanta que à primeira nesga de oportunidade deixa correr as novidades da terra, as queixas dos miúdos, as fotografias da estação casamenteira, as dores na coluna. O débito é tal que não permite contra-deixa. Em vezes assim, ouvir é comunicar com a maior das generosidades.

4 comentários:

Luís Aguiar Santos disse...

Déjà vécu... :)

magarça disse...

E há sempre uma à nossa espera no banco do autocarro...

Ana Cláudia Vicente disse...

Olaré :)

Anónimo disse...

E verdade...E ainda bem ke existem pessoas a ouvir...