a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

domingo, 9 de dezembro de 2007

O pão aos bocados

Na minha casa diz-se prendas, não se diz presentes. Se o Fernão Mendes Pinto dizia, nós também podemos dizer. Continuando. Que vão as coisas para pior, toca a cortar nas prendas, agora são só para as crianças, e, e. Porquê? Porque há menos dinheiro já não se parte o pão aos bocados? Todos contados, os meus avós tiveram três mãos de filhos. Fortuna, só essa. Podia ser um ínfimo lencinho, uma pagela, uma farinheira, mas ninguém ficava sem Natal.

4 comentários:

Anónimo disse...

Então, nesse caso, que não se corte nas prendas para os presentes!

Emanuel disse...

Lamento, mas chega esta altura e fico em modo hiper-mega-giga-impaciente.
Por que raio os reis magos não vieram de mãos a abanar? :)

nelio disse...

obviamente, os tempos eram outros. nessa altura ainda não se tinha identificado a criancinha como o elemento mais propício à lavagem cerebral da publicidade e portanto não se tinha promovido o jovem como figura central da sociedade, à roda de quem tudo gira...

um bom natal.

Ana Cláudia Vicente disse...

Eram diferentes, sim. Um feliz Natal, Nélio.