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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Não-não, Sim-Sim

Na loja portuguesa cá do bairro, a que fica entre o estúdio de dança africano que também é ponto de internet e a loja chinesa que tudo mete e é dos donos do inevitável restaurante, há palmilhas, túnicas, atoalhados, chupetas, linhas de crochet e assim, e ontem houve-me na fila a mim, com a senhora da frente a indagar se havia peúgos de homem 75% de acrílico e em fantasia, nem mais, 75% de acrílico e em fantasia, e a lojista que não-não, só peúgas lisas e todas de algodão, ou então meio por meio, a cliente muito desapontada, que assim não-não, deixasse estar, e a lojista a matutar no gosto dos outros, e eu a imaginar o homem daquela mulher das meias sim-sim brilhantes e sim-sim garridas, só por uns segundos antes de chegar a minha vez, e a mulher do homem a caminho do chinês.

6 comentários:

cadeira do poder disse...

É incrível e absolutamente delicioso ver o que vai na cabeça das pessoas de vez em quando...

graziela disse...

que delicioso naco de prosa.

Anónimo disse...

Mas olhe que as peúgas todas em algodão são muito melhores no que respeita ao cheiro a chulé...

james stuart disse...

visite http://szerinting.blogspot.com/

carneiro disse...

um texto sim-sim

Ana Cláudia Vicente disse...

cadeira do poder, graziela, carneiro,
merci :)

anónimo,
diz que sim;

james,
visitarei.