a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Andante

Não sou uma desportista nata, tendo à quietude nas suas tantas formas. E contudo nunca fui tão feliz quanto nos tantos Fevereiros de saber Portugal. O Carnaval foi sempre a pausa em que vivi, quilómetro a quilómetro, a nação sem fantasias, cansada,almoço à beira da estrada, costas no alcatrão, dormida na Casa do Povo, chuva e lama nas meias da farda, água dada, cães de susto. Fui tão livre nessa farda, nessa fila indiana, nesse toque de alvorada. E quase choro, ou choro, de feliz, sabendo que outros seguem andando por aí.

7 comentários:

Pearl Fosky disse...

A pior noite da minha vida foi uma em Cheleiros, depois daquela subida do diabo!!!
MAS QUE FRIO. E nos cobertas com as malditas sandes de panos de tenda intermeadas com folhas do jornal.

Acabei de comprar bilhetes para os "The Police". yeah, baby!

Ana Cláudia Vicente disse...

Sortuda, eles estreiam a tour aí, não é?

Pois a malta do LX andarilha por Aveiro, sabias?

Chuac

Pearl Fosky disse...

Istriam, Istriam...em Vancouver :)

Foi uma aventura para agarrar uns bilhetes internetico/ciberneticos.

Aveiro tem pica! Nao sabia...

Anónimo disse...

Eu também fui muito feliz com a farda da recruta...

Ana Cláudia Vicente disse...

Recruta militar não fiz, mas dizem que são(eram?) as passas do Algarve...

Anónimo disse...

Ah não? Ia jurar que o post era sobre isso...

avenida disse...

Há momentos que ficam para sempre... como um neste ano, em S. Jacinto. Um vetusto chefe de 73 anos acompanhado deste escriba, sozinhos, sob uma carga de água monumental... A lamentar-se pelas saudades que já tinha destas andanças... E eu tão pequeno, em silêncio, a respeitar a idade e o saber daquele que acompanhava... E no fundo, a preocupação apenas pela água que encharcaria as crianças...