a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Casa de Banho Vitoriana I

[e vai disto]

Sou das que escreve abraços enquanto não há cônfia para beijos. Em letra, o abraço implica um pouco mais de cordialidade que o passou-bem, juntando-se-lhe a vantagem de ter coreografia previsível, à prova de tresleituras. Um abraço é um encostanço fraterno. Já o beijo (qual?), os beijinhos (quantos?), ou o até breve (quando?) bolinam, esses sim, entre a cortesia e a intimidade. É preciso conhecer bem o destinatário de um beijinho, não vá ele parar a lugar imprevisto.

3 comentários:

garfanho disse...

e quando nós gostamos do que escrevemos e ninguém nos diz nada?
um parágrafo perfeito, na forma e no conteúdo, uma verdadeira casa de banho vitoriana.

Ana Cláudia Vicente disse...

Se ninguém diz pode vir a dizer, ou ter dito sem que tivéssemos reparado. Largar a caneta é que não.

Aline disse...

Eu tenho algo a dizer ...não te conheço ...não posso terminar apenas com ..." Um Abraço!" ?