Saio pelo meu pé, inexactos trinta e quatro anos depois. Vou a compasso, neste passeio esquerdo da rua oposta àquela pela qual dei entrada, deitada numa ambulância que talvez tivesse a mesma cor da que me trouxe de manhã, já não recordo com clareza.
Aos catorze não pude sair por mim, agora sim, saio com uma boa amiga; então, com uma boa mãe. A tarde estava muito nítida, como esta; um bom-bocado mais quente.
Não foi então que conheci a ideia de fim. Essa, conheci-a três anos antes, num Agosto quente como o passado. Mas foi no final de Junho de noventa e dois que a fragilidade da minha carne concreta se manifestou.
Agora o corpo diz-me, nos termos mais claros, que o não tratei com cuidado, mas que de todo o modo não é forte. É resistente. Não é resiliente. É resistente. É como é. Transporta e traduz - dada a minha inaptidão em o optimizar - o bom e o mau do(s) que me fizeram e do que dele, com ele, não fiz.
Com a cabeça, com as tripas, com o coração.
Veremos como me saio. E qual o meu lugar.
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