a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

sábado, 1 de novembro de 2008

Não entendo quem cá não vê nada de interesse

A mim, a mais pequena leitura desencadeia contemplações entusiasmadas mas nem por isso fantasiosas: Jaime de Magalhães Lima muito jovem, a bater à porta do já velho e barbudo Tolstoi em Isnaia Poliana; Catarina de Bragança recém-chegada a Londres, um bocado intimidada, a abrir o baú das suas folhas de chá; Alexandre O’Neill debruçado sobre Nora Mitrani em certo jardim de Lisboa, fazendo um esforço considerável por se concentrar na tradução d'A Razão Ardente; Tomás Pereira em Pequim, ensinando uma longa peça musical ao intimidante imperador Kangxi; Sá da Bandeira cansado, já perto de Monção, a tentar convencer a sua soldadesca que nada ainda está perdido. Coisas assim.

1 comentário:

Ana Cláudia Vicente disse...

Mafaldinha (ou lá quem quer que seja),

o seu comentário será por mim liminarmente censurado porque nos Quatro Caminhos não há lugares vagos para linchamentos de carácter, injúrias à boca pequena, destilamentos de fel, etc. A vida é muito curta, e na minha não quero cá disso.

Votos de uma vida cheia de saúde física e mental.