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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A Música

Um concerto não sai assim tão barato, a não ser que alguém porreiro nos franqueie a entrada. Daí que não compreenda que boa parte da malta do bilhete em riste chegue e se ponha a trocar sms e chamadas, a berrar aos amigos, a entrar e sair do recinto, a trocar mais uns smszinhos, a entrar e sair outra vez. Não sei se é fartura de entretenimento, carência de maneiras ou hiperactividade. Mas acho que há qualquer coisa profundamente triste na incapacidade de fruir a música e o seu silêncio. Acresce que este tipo de achares me faz sentir mal, desfasada - receio misantropite em primeiro estágio.

6 comentários:

Anónimo disse...

Sofro do mesmo - refiro-me ao incómodo e também à incapacidade de entender esse tipo de actividades que me parecem idiotas (e não é só nesses tais de concertos).

Proponho deste já a fundação dos Misantropos Anónimos.

Emanuel disse...

A minha misantropia já vai no segundo estágio. Irrito-me (privada e silenciosamente) com os próprios amigos que me dirigem um comentário sobre a música a decorrer (ou filme, salvo os de pipocas).

João Villalobos disse...

A velhice, a velhice... ;)

Ana Cláudia Vicente disse...

É uma ideia, anónimo, é uma ideia;

Emanuel, irritamo-nos e quase de certeza que a nossa iritação irrita os que nos aturam, também :)

Eh,eh, João, que mauzito.

A Capa Rota disse...

A culpa é dos telemóveis com mp3, acho. Assisto a concertos diários, kizombada na maioria, no comboio da melhor linha. Malta que não sabe o que é um headfone ou revivalistas do antigo tijolo dos anos 80, versão melhorada. Em verdadeiros concertos, o telemóvel é, assim, imprescindível!

Ana Cláudia Vicente disse...

:)