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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Adivinhem lá com quem gostava de me parecer

Não sei o que a Swarovski pretendia, mas o cristal foi de somenos. Então põem a Alicia Keys, artista por direito próprio, girl power em pessoa, hino à miscigenação, redenção do quadril do seu género, , e esperam que alguém olhe para as branquinhas e magrelhas que por ali vão a desfilar não sei quê?

4 comentários:

carneiro disse...

"e esperam que alguém olhe para as branquinhas e magrelhas que por ali vão a desfilar não sei quê?"

Exactamente ACV. Você conhece a vida. E o que a faz mover.

Dinis disse...

Gostei, e que contraste! Entre uma belissima mulher e as outras, reflexo de um padrão de beleza inventado não se sabe bem por quem.
Um gajo fica com a sensação que se lhes tocar se desengonçam e cai um braço... ou quê :)

carneiro disse...

eu não quero ser inconveniente, mas acho que quem inventou aquele modelo de mulher foram exactamente aqueles gajos que quando olham para uma mulher só encontram um cabide de roupa.

Qualquer dia, ainda se fará justiça aos afro-americanos que preservaram esse explendido modelo feminino de coxas poderosas e peitos generosos...

eu passei outra vez para ver o ouvir o videoclip

Ana Cláudia Vicente disse...

Carneiro, não é nada inconveniente,e o clip está aí para ser visto e revisto :) O que torna a situação particularmente interessante é o contraste, de facto, como diz o Dinis: quando vemos uma passagem de modelos convencional, não há comparação, há um padrão com muito pouco desvio, em que a magreza serve a roupa (a roupa assenta melhor aos magros, é facto incontornável), o que tem o seu sentido, já que o negócio da moda é esse mesmo. Só que em algum momento o que fazia sentido na passerelle (e no ballet, e em certos desportos, etc) passou a padrão universal, e é muito difícil não nos sentirmos condicionados por ele. Pelo que é libertador ver alguém jovem como a Alicia Keys muito à vontade no seu corpo não-filiforme.

Abraço,