a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Soprano Talk

Strategy, Silvio, pois. Behind the scenes também eu. Cada um tem a sua falta de ar, não é? Toda a gente cobra: Paulie e Bacala cobram dinheiro, Vito cobra protagonismo, Chris cobra fama, Carmela cobra amor. Não sei o que é melhor, se o argumento do JT [aquele fatinho salmão do Little Carmine, senhores, um primor], se a dieta do seboso do Spatafore. A Drª. Melfi volta. Tony volta e abre os olhos. Carmela também abre os olhos - não voltará a abraçar a tropa toda por igual.

Adenda um bocado grande: Ms. Charles, isso do bear lembra logo o peluche à porta do elevador. Porque será que há sempre um a rondar, verdadeiro ou não, desde a primeira temporada? Eu que pensava que percebia de símbolos. Sara, parece que já chego tarde para a resposta, mas para conversa não, pois não? Bons como o mayham do Paulie - os Walnuts da alcunha lá sobreviveram - foram o janra por genre ou o subspecies por subgenre na boca do Litlle Carmine, essa jovem esperança da produção cinematográfica em salmão [ó inesquecível peça de alfaiataria]. O entaladíssmo JT teve uma fala incompreensível ao tentar cambalear de volta ao workshop, qualquer coisa como: "Uma sala cheia de argumentistas e ninguém faz nada?!" Cheira-me a private joke destinada à equipe da série.

4 comentários:

Rui MCB disse...

Cinco linhas primorosas para revisitar um episódio :-)

As potencialidades hilariantes desta série também não são de descorar, fruto de tanta desgraça junta a cair sobre tão small town crook :-)

Ana Cláudia Vicente disse...

Bons olhos te leiam, Rui!

De facto, a ópera soprana é por vezes muito bufa. Para mim, um dos aspectos mais hilários é obssessiva preocupação com a saúdinha que a quase totalidade dos mafiosi ostenta: ou é asma, ou é pânico, ou é próstata, ou é obesidade. Isto tudo enquanto tratam de desmanchar o enésimo presunto.

Abraço,

sara disse...

Olá!
O Paulie também se preocupa muito com a mãe, tão querido... E cada uma daquelas "mispronounciations" tem grande potencial para argumento.
;-)

Ana Cláudia Vicente disse...

Olá, Sara!

Já o Tony teve uma harpia por mamma , o dinheiro e tempo que já não largou à conta dela na Drª Melfi, coitadinho :(

[isto é um bocado como ir no autocarro das oito a discutir a novela da noute :)]