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quarta-feira, 31 de maio de 2006

O Xinelofone

Jantada que estou, desejo fazer sem sobressalto a digestão dos zero vírgula vinte e cinco decilitros de sopa de legumes, zero por cento de batata, por isso não vou escrever um post-exposé que me passou há bocado pela cabeça, intitulado Os Habitantes Da Grande Lisboa Insistem Em Poupar Centenas De Milhares De Euros Em Desodorizante. Deixarei no seu lugar uma observação menos pesada, a propósito desta nova tara que tomou as minhas consuburbanas - o xinelo. Não falo de sapato aberto, da sandália ou da mule, refiro-me especificamente ao pedaço de sola e atilhos que não merece o cê agá do que se usa por casa ou na praia. Haverá por estes dias experiência mais irritante que ouvir chloc, chloc [pvc], tlec, tlec [couro, ou se calhar não], plac, plac [madeira] pela rua abaixo? Claro que sim. Descer as escadarias do metropolitano, esse imenso xinelofone de pezinhos pegajosos. Bleargh.

2 comentários:

avenida disse...

Tiraste-me as palavras da boca...! Ainda hoje mesmo vi a bela da chineloca com a calça de ganga e ao lado a calça de sarja... Alguém compreende esta obsessão por calçado de levar para o duche repleto de pé-de-atleta???

Ana Cláudia Vicente disse...

Caríssimo, ainda por cima nem sequer é só o mulheredo, a rapaziada também já anda nisto... mas há algo que me preocupa horrivelmente: estaremos ficar abetalhados?queques?copinhos de leite?

Beijos