a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Três Panos

A bandeira é um país todo, do antes ao porvir. É isto que queimam, quando a queimam. Aceito que haja quem não se reveja em nada exterior à sua pessoa. Mas não consigo entender.

5 comentários:

Patanisca disse...

Há por aí tanta coisa dificil de entender ...

Manuel disse...

É curioso como os símbolos nos afectam, näo é? Näo podemos viver sem eles. SEja qual for a sensibilidade, cultura ou ideologia, precisamos de um mundo simbólico que nos eleve e nos congregue em volta de valores, princípios e ideias. Sem eles... derivamos.

Francis C. Afonso disse...

Mas não queima quem quer, queima quem nós deixamos. Ah!pois é. Há aqueles que queimam uns paninhos com padrão parecido com uma bandeira qualquer e os outros que queimam mesmo a bandeira. Nos últimos dias só se têm queimado paninhos. Agora, se isto lá vai com paninhos quentes é que eu não sei.

Elise disse...

repito: cada bandeira original custa à volta de 11 dólares.

< modo ingénuo on > como é que aquela malta consegue angariar dinheiro para queimar tantas bandeiras? < /modo ingenuo off >

Ana Cláudia Vicente disse...

Patanisca, o pior é quando deixamos de procurar tradução;

Manuel, os avatares colectivos (de todas as espécies) parecem causar hoje embaraço ou indiferença ao nosso mundo; há cada vez mais cépticos, mais descrentes em tudo e em todos, ou serão os meus olhos?;

FCA,somos nós, sim, que conferimos ao outro a capacidade de nos ofender; mas como ser indiferente à expressão simbólica do ódio? O momento divide a maior parte de nós entre "apaziguadores" e "inflamadores", e quando as divisões nos tornam maniqueístas a coisa não anda lá muito boa;

Elise, duas coisas claras: 1."ai, que espontâneas todas estas manifestações anti e pro"; 2. o bom negócio só precisa de um bom pretexto.