a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

domingo, 8 de maio de 2005

Dias Em Que Soube Que Já Não Era Pequena II

Faz frio, faz sol, e o meu amigo continua a conduzir. Vai-me contando, sem amargura nem artifícios, o pedaço de vida adolescente acontecida lá pelo fim do casamento dos seus pais, há uma década. Porque o ouço reparo-me cheia de um pai aliviado e feliz ao abrir a porta de casa. Não sabia. Estamos próximos da A1 e faremos mais três horas de caminho. Cada qual se vira para o seu silêncio, limpo de cálculo e embaraços. Adiante falaremos mais.

2 comentários:

Afonso Bivar disse...

Com quem? Com ele, na altura? Connosco, que te lemos agora? Parece-me detectar alguma melancolia no relato.

Ana Cláudia Vicente disse...

Já deves ter percebido que não sou melancólica,Afonso, sou melancoólica.