Pensei que me aconteceria mais adiante mas não. Bastou uma aluna salmodiar bem. Os de sangue crescerem em graça. Certo verso certo. A mim, esse choro simples e sem embaraços já alcançou.
a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória
sábado, 27 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Leiria, Rua Luís Braille
Uma das minhas tias que têm o vício da franqueza está a caminho dos noventa. A idade é um posto, a imunidade quase total. Deu-me há dias uma desanda bem dada, a mim e aos da minha geração: que não respondemos às cartas na volta do correio, quando ainda as sabemos mandar. Ia dizer que não, mas a verdade é que é verdade, sem ai nem ui.
Massamá, Rotunda Augusto Rendeiro
Muito mudou aqui, neste tempo. As lojas no centro, a face e a forma da estação, o sotaque dos vizinhos, a ementa nos restaurantes, o carteiro, o cheiro do pão. A arrumação da livraria, as crianças, as teclas dos multibancos. Eu. Não sei se muito, se o suficiente, se só por reacção. Tanto ou mais em trânsito.
C.2004
Este lugar fez dez anos. Não sei por que me continua a importar tanto. Venho cá pouco, eu e quem quer que seja. Ainda assim, sei que ainda não está acabado. Sinto que não acabou.
[Eva Cassidy, Anniversary Song, «Time After Time», Steven Digman, c.2000]
terça-feira, 9 de setembro de 2014
EN-4, Km 18, Fonte da Senhora
É bom estar entre velhos e crianças, gente que não (se) ocupa todo o dia todos os dias com quase tudo. Não esperava que isso afiasse tanto a falta que me fazem os do meu tempo. Tanta, tanta falta. O que custa não poder ter esse vagar.
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