Fisiologicamente falando, saudades de quem me é querido não se anunciam, moem ligeiramente à esquerda, um pouco acima do umbigo.
a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Manifestações
Participar numa cerimónia religiosa em espaço público de um território indiferente obriga qualquer crente a concentrar-se na sua condição mais elementar. Existem uns poucos que partilham a sua fé, ele próprio e o caminho a fazer. E isso tem de chegar.
Queluz, Quatro Caminhos [Oito Anos]
Toda uma mesma Normandia, dizia. Vencedores e vencidos no chão, a estremar entre si e connosco de igual modo. Nós por cá, não sei se lembrados deles. Tanto sentido de dever pessoal, de abnegação, então. O que resta em nós disso, agora? Só ouço eles isto, eles aquilo, eles, eles, eles, venham outros. Pudesse o nosso continente ser salvo sem dor de sobra, mas não pode. O resto do mundo também a tem, por isso não quer saber dos nossos desejos e caprichos para nada. Recusamos aprender, mesmo depois de tanta história; o maior dos males da Europa continua a não vir de fora.
sábado, 1 de setembro de 2012
Vocabulário
Passei Agosto a conversar, mas mais a prestar atenção. De Tondela a Tavira fui ouvindo os nossos falares diferentes, que ainda os há, felizmente. Ficaram-me algumas palavras, adjectivos como os deste abc:
Achadiço - Homem que se fixou numa terra onde não nasceu, aí chegando, habitualmente, após o casamento.
Bonacho - Indivíduo extremamente generoso, paciente e conciliador.
Cadeleiro - Promíscuo; assediador reincidente; mulherengo.
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