Sábado, Novembro 26, 2011

Com a Força da Maré


[Sétima Legião, Sete Mares (Mar d'Outubro), 1987]

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

Évora, Estrada de Alcáçovas

Há quase ninguém na estrada, em qualquer um dos sentidos. A água que cai está bem fria. O gel e os eléctrodos que se lhe seguem, aparato críptico e medicinal de qualquer entidade patronal prevenida, também. Nada como conhecer o coração, sim.

Terça-feira, Novembro 22, 2011

Wee Hours

Espero sempre. Mesmo quando não há retorno, quando falta a rede ou quando rebenta o disjuntor. O meu superego sofre de excesso de peso, o que não impede que tente encontrar verdade na boca de quem mal acredita nela.   

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

Lisboa, Rua Guilhermina Suggia

Tenho os dias cheios de Sul, e isso é bom. Lisboa é agora a primeira e última estação da semana. Caminho sem pressa. 

Quarta-feira, Novembro 16, 2011

Comboio, Poceirão

Nem de propósito, o livro começa com o personagem a apear-se numa estação. Ninguém veio ao combinado, por isso pôs-se ele a caminho, mai-la mala.  

Segunda-feira, Novembro 14, 2011

EN-10, Km 72

E aqui estamos nós. Muito mudou, mais permanece constante. Tento tomar sentido em tudo, como se a chave  de alguma coisa estivesse ao meu alcance. Não a encontro. Salto por cima dos métodos naturais de orientação, programo um itinerário virtual, mas pouco depois dou por mim perdida, sem noção de lugar. Esta é a vez de esperar.  

Quarta-feira, Novembro 09, 2011

Complexo Histórico-Geográfico

[Bruce Springsteen, The River, 1981.]

Gosto de quem tira os óculos de sol para conversar com quem tem à frente (excepção aos graduados). Gosto de quem não enfia uma reunião entre reuniões para o caso de se correr mal se pôr a fancos depressa; o mesmo vale para almoços, cafés, colóquios, etc. Gosto de quem reconhece quem vai conhecendo. Gosto muito de quem tem paciência para os tímidos, tanto quanto de quem trata crianças e velhos como indivíduos, não como quem tem a idade que tem.    

Quinta-feira, Novembro 03, 2011

Se ouço

alguém à distância de um braço fazer outro arremedo de trocadilho envolvendo a conjuntura actual e as milenares artes de palco gregas, pespego-lhe com o guarda-chuva de dezasseis varas em cima do lombo. Que despropósito pateta, chato e repetitivoivoivo.

Quarta-feira, Novembro 02, 2011

Os melhores círculos

não sei se Portugal os tem - ave, Cohen -, mas locativos tão figadais quanto os nossos deve ser difícil haver quem tenha. Os meus favoritos são: Sarilhos Grandes, Angústias, Violência, Paraíso, Imaginário, Espalhafatos e Aliviada.