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quarta-feira, 25 de março de 2026

Primum non nocere

Peço-lhes sempre, à cabeça 

- e ao corpo impulsivo, imparável, 

cheio de som, 

de dores (,)  de crescimento - 

se não conseguirem 

fazer (o) bem

à flor desses primeiros sorrisos 

que acabam no

 estar sem condições 

(nem 'gostos', nem visualizações),

façam mal a ninguém. 


Pelo que que for, 

por quem for, 

se connosco não aprenderem 

mais:

afastem o mal 

que reconhecem 

(e reconhecem, 

dizem-no-lo tão cedo)

entre os mais.



De nós saiu, senhores, 

esta que se nos segue:

ó progénie tão amada

protegida,

tão sensível 

ao que lhe foi entregue!

Tão chocantemente 

indiferente 

à consequência do que diz 

ou faz

do que é empregue. 


De nós saiu, senhores.


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