Tento reconstituir a lista de blogues - uns vivos, outros idos. Tinha escrevinhado o hipertexto num ficheiro, por isso tentei repô-la tal qual. O blogger estranha. Que mania, a da actualidade.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
Em manutenção
Digamos que f##i inadvertidamente o meu querido template - cor, cabeçalho, links, tudo ao ar. Já o pc tem laborado num computedo lamentável, lentíssimo, pelo que não sei se não está à beira da morte natural. Isto é capaz de demorar.
Logo agora que ando a aprender a perder a paciência.
Logo agora que ando a aprender a perder a paciência.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Lisboa, Estrada das Laranjeiras
O movimento compassado dos miúdos do liceu pelas ruas compõe a mais feliz das impressões que Setembro agora me traz. Não está frio, quase não há testes nem trabalhos. Há tempo. Há-os sentados por todo o lado em conversa, passeio. Qual deles conjurará este ar tão ameno? Quem será outro em Outubro? E há os rapazes ainda capazes desse acto de gentileza clandestina - a companhia à miúda até à esquina da sua rua, paragem, estação de metro. E a demora impossível na despedida. Só e tudo, até ao outro dia.
sábado, 27 de setembro de 2014
Tantos anos
Pensei que me aconteceria mais adiante mas não. Bastou uma aluna salmodiar bem. Os de sangue crescerem em graça. Certo verso certo. A mim, esse choro simples e sem embaraços já alcançou.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Leiria, Rua Luís Braille
Uma das minhas tias que têm o vício da franqueza está a caminho dos noventa. A idade é um posto, a imunidade quase total. Deu-me há dias uma desanda bem dada, a mim e aos da minha geração: que não respondemos às cartas na volta do correio, quando ainda as sabemos mandar. Ia dizer que não, mas a verdade é que é verdade, sem ai nem ui.
Massamá, Rotunda Augusto Rendeiro
Muito mudou aqui, neste tempo. As lojas no centro, a face e a forma da estação, o sotaque dos vizinhos, a ementa nos restaurantes, o carteiro, o cheiro do pão. A arrumação da livraria, as crianças, as teclas dos multibancos. Eu. Não sei se muito, se o suficiente, se só por reacção. Tanto ou mais em trânsito.
C.2004
Este lugar fez dez anos. Não sei por que me continua a importar tanto. Venho cá pouco, eu e quem quer que seja. Ainda assim, sei que ainda não está acabado. Sinto que não acabou.
[Eva Cassidy, Anniversary Song, «Time After Time», Steven Digman, c.2000]
terça-feira, 9 de setembro de 2014
EN-4, Km 18, Fonte da Senhora
É bom estar entre velhos e crianças, gente que não (se) ocupa todo o dia todos os dias com quase tudo. Não esperava que isso afiasse tanto a falta que me fazem os do meu tempo. Tanta, tanta falta. O que custa não poder ter esse vagar.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Ofícios
Nunca as soube fazer bem, mas sempre gostei de as fazer, as colagens. A cada caderno de trabalho reincido, jogando um jogo que não entendo bem.
sábado, 26 de julho de 2014
Argumentos
Sob a verdade possível fica um vão de medos, e o que mais lá há são fios de conversas que não deram pano para mangas. Ouvia hoje alguém repetir-me uma conversa simples, limpa, feliz e pensei nisto com o coração, todas as conversas que quis ter, cafés, gelados, mensagens sem retorno, que correram mal, em que me acanhei ou não persisti.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Wee Hours
Os gestos simples não são assim tão fáceis de reaprender. Exigem foco, atenção. Mas são o melhor dos programas.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
A Porta
Trabalho num lugar a que chamam a porta. Entro e saio todas as semanas, e como eu milhares. Tocam-se ali a Estremadura, o Ribatejo, o Alentejo. Acho-me mais longe de Lisboa do que realmente estou, e isso às vezes sabe bem - muitas não. Será estranho, sentir falta de uma terra que não é bem nossa? Mais que esta será, para já.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
O mau do bom
Ser dos mais novos de um qualquer clã grande e unido garante infância boa. Garante também cuidados e perdas que parecem não acabar, nos anos do porvir.
Wee Hours
Ainda me surpreendo quando acolho uma resposta no exacto antípoda da esperada. Não me habituo, não sei porquê. Chegará a tempo de mim, o tempo de entender?
sexta-feira, 27 de junho de 2014
A Toalha
Deve haver uma designação para as pessoas que estimam os objectos até ao dia em que estes morrem de morte natural. Se essa inclinação é uma forma de animismo, uma cronopatia, não sei. Talvez isso não seja importante.
As consequências de tal inclinação são variadas: ligeiro desfasamento geracional, senso inadequado do que dizer, vestir, fazer, etc. A mais divertida delas consiste numa vertigem de familiaridade causada por qualquer coincidência à qual só o próprio dá nexo.
Ilustrando: Segue-se uma das personagens masculinas mais tristes da ficção televisiva do séc. XXI, Don Draper, e, a dado momento,
[Sad Men (quero dizer, podia chamar-se assim)]
À primeira oportunidade, a pessoa abre a gaveta da cómoda de família só para confirmar, e, bem,
[a toalha (e um sabonete Ach.Brito dos novos, laranja e tomilho, só para fazer prova de vida)]
time-lag, estão a ver?
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Barreiro, Rua Padre Abel Varzim
Não nasci noutro lugar, nasci neste por causa dele, deles. Uns poucos de beirões entre alentejanos e algarvios a ver de vida melhor. Foi a vez da gente que dizia cuf sem pensar em hospitais modernos e caros, antes em trabalho certo, condutado daquele enxofre que enchia tudo.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Da Vida
É uma expressão que a minha geração não usa, entre outras, mais conceptuais ou coloquiais. Quando a leio ou oiço não consigo pensar em juventude, vitalidade, eficácia máxima; sempre que alguém me fala na força da vida só me ocorrem os que conheci em luta contra um qualquer mal terrível, forte, ganhando ou não.
Wee Hours
Para onde irão/os nossos gestos,/perguntas,/quereres/sem resposta?/Sumir-se-ão?/Galgarão o ar/em que os pousámos?
Staccata
Meses de semanas staccate, dias por uma hora de um lampejo concertante. Anos neste fraseio de vida próximo da fantasia. Doppio. Semplice.
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