... há pelo menos uma canção com a qual adoramos implicar, e que é tão mas tão coladiça que acaba por nos fazer embarcar em figuras assim :
domingo, 15 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Lisboa, Praça Marechal Humberto Delgado
Aqui ao zoo nem me lembro de ter vindo. Agora, ultrapassado o desconcerto de passar a entrada dessa Arca encalhada num recife de prédios, tudo parece estar estimado, brioso, até.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Coisas Que Só A Mim Apoquentam LXXIV
Morena glacial? Não bastavam as loiras glaciais? As moreias glaciares? Uma pessoa apanha com cada flor, fosga-se.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Why so serious?
[Aimee Mann, Save Me, Magnolia OST (dir. P.T. Anderson), 1999]
Eis o último grande papel do senhor Cruise, senhores. Não sei o que lhe ocorria, arrisco nada - e aquilo é que foi patinar com nobreza. Ninguém está livre. Ou poucos, parece. Que o pai da história e da vida estavam para morrer, disse ele. O que pergunto (me pergunto) não é isso - como é, sermos verdadeiros? quarta-feira, 13 de junho de 2012
N4, Km 60
Sarau de cidade pequena. Bem há quinze anos que não ia a um. Do lado do público, então, nunca. É bom lugar para tirar a pinta a uma comunidade. Neste está aquilo a que costumamos chamar toda a gente, distraída - porque concentrada na vez dos seus e do respectivo esquema - o que facilitará a vida a quem gosta de olhar as bancadas com demora. Dez minutos depois da hora já só há lugares de pé.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Michel Teló Feat. Tony Carreira
Cá no bairro, o lado mais perturbador da chegada do bom tempo é a radiosa floração dos farofeiros: prédio sim, prédio não, sempre ao fim-de-semana e às vezes a meio dela, eis uma varanda à pinha com churrasco, cerveja, gritaria e colunas de som. Grandes, pois. Das que fazem as janelas do prédio da frente abanar.
Wee Hours
[Florence + The Machine, Shake it Out, Ceremonials, 2011]
Bem bonito, aqui, o timbre metálico da Florence Leontine. Tem a justa medida da incitação ao desapego do que correu mal.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Nas Circunstâncias
Sei que não sou senhora das circunstâncias - ninguém é. Ainda assim, estou cada vez menos fatalista. Quanto mais tempo vivo, mais feia me parece a resignação.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Massamá, Avenida 25 de Abril/Rua Direita
Não podia ser só um par, tinha que ser a frota toda na bomba em pausa para almoço alancharado. Uma pessoa pensa que fora da hora é que é, e depois o que é, é isto: a dita à procura do mais resguardado ângulo para dar ar aos pneus (do carro). Pois, não há.
Cumprida a prova com a possível proficiência - que como diria Valentina Torres, não se pode ser "a vergonha da raça" - e o mínimo de exposição sacro-lombar, só me faltou mesmo uma veniazinha provocadora ao modo camionista de estar.
Cumprida a prova com a possível proficiência - que como diria Valentina Torres, não se pode ser "a vergonha da raça" - e o mínimo de exposição sacro-lombar, só me faltou mesmo uma veniazinha provocadora ao modo camionista de estar.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Leiria, Rua da Malaposta
Só sinto vertigens em velocidade, o que é justo - o meu problema sempre foi o tempo. Tenho a minha gente uma chegar, outra a partir, e parece-me tudo um bocado brusco, desconcertante. Mas que não, que não há hora. Eu sei, porra.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
La Tata Portugaise
Ansiosa por que venham, bem. Com afloramentos de sorriso esparvoados, guarnecidos de cantorias, esbracejamentos. Quem diria. Que poder ficar para tia deixasse uma rapariga assim tão contente.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Queluz, Rua Conde de Almeida Araújo
Às vezes chega-me o perfume ao banho da semana, à roupa limpa, seca ao sol, ao detergente. Noutras há um forte odor a refogado, ao alho e à polpa agarrados à fibra da roupa e aos cabelos. Também se sentem as crianças, os quase adultos, a vida a acabar. O domingo é-me isto, quase sempre - um humano cheiro a presente.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Pontes no Ar
Miúdos fixes, estes. Amigos uns dos outros, confio que por anos. Foi bom ouvi-los rir muito alto, espantar medos, poisar as coisas da escola por um bocado.
Improv
Pela primeira vez desde que me conheço, muito pouco esboço guardado no bolso. As coisas são o que estão. Sempre temi uma contemplação assim, por mais que dissesse que não.
Life into my story
[Pedaço de conversa entre E. Ayre e K. Kieslowski num dos sets da Double Vie de Veronique, 1991]
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Lavre, Rua do Lavadouro
Tínhamo-nos sentado de roda dele de ânimo desconcentrado, ou melhor, desconcertado por uma semana que, não sendo de vida ou morte, lá de vida e morte acabou por ser. Não começámos bem, mas ele deu-nos tempo. Falou dos textos, depois da sua vida de antes, das comunidades em mãos. Chão e exposto, não coreografado. Graças a Deus que ouvimos um homem cheio Dele, nesse dia.
quarta-feira, 28 de março de 2012
A Senhora Shihoko Gouveia
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| [Foto: Q. Sakamaki, Newsweek] |
Ante tanta adversidade, a temperança e discrição nipónicas provocam-me extremo respeito. Saber que alguém decidiu fazer com que alguns miúdos pudessem pensar um pouco menos em tudo isso por uns dias, por cá, suscitam-me outro tanto. Senão mais.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Mapa Mudo
A bronquite valeu ao menos uma reprise televisionada do Before Sunset (2004), para além de uns sacramentais centos de páginas/dia. É melhor e mais bonito do que recordava. E como entretanto se passaram quase nove anos, Linklater, Hawke e Delpy poderão estar já a escrever novo capítulo.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
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