quinta-feira, 29 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A Estranha Vida do Condutor Antena
Viaduto Duarte Pacheco, 21:48h. Nunca tinha apanhado isto completamente cortado, nem um tal aparato de polícia em passo de corrida. Só que - como diz aqueloutro senhor - está tudo bem, porque a Antena 2 anda a transmitir os Proms em directo.
Lisboa, Jardim da Estrela
Não fosse a sede e ficava sem saber que este continua a ser um dos mais bonitos parêntesis da cidade.
O Meu Porta-Portátil
tem este boneco, feito por estes señores. Comprei-o em Lisboa perto da Primavera, ainda em rebajas, mas faltava-lhe qualquer coisa. Só ao fim de um tempo percebi que as puertas estavam por preencher. Como isso não podia ser, num dia mais alfanumérico peguei numa daquelas canetas foleiras de assinar fitas de curso e aí foi disto. quarta-feira, 21 de julho de 2010
Ainda Não Lhe Dei uma Dentada
, mas o sabonete de morango da Confiança cheira precisamente ao mesmo que sabem os Sugus do dito fruto.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Cabaret Voltaire
Nos blogues que vou lendo a crise é um conceito mais ou menos médico. São discutidos sintomas, responsáveis, tratamentos a curto e médio prazo, disputadas estatísticas, comentadas anamneses mediáticas. Quando muito alguém alude ao caso de um amigo de um amigo em dificuldades, pouco mais. Pois saiba-se que quanto a isto de falar da própria manta a encurtar, para aqueles a quem a crise tocou cedo o parecer é de que somos muito modernos muito modernos mas sofremos do mesmo embaraço que os antigos.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Um calor andaluz
El aire es inmortal. La piedra inerte
ni conoce la sombra ni la evita.
Federico García Lorca
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Fondant
-se, isto de até num país de bons costumes culinários a pastelaria semi-industrial se ter rendido à produção em cores e formas pelas quais a Natureza não se responsabiliza dá cabo da gula.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Massamá, Terreiro da Rua António Aleixo
São Pedro era a porta das férias grandes, por isso uns iam buscar alcachofras à colina, outros arranjar lume, outros jornais e tábuas boas para arder. A rua direita ainda tinha quase todas as casas de veraneio, o chafariz longas filas, os baldios pasto para ovelhas. O estaleiro de tijolo e ferro forjado crescia, e nós com ele. Antes do anoitecer um ou mais pais ajudavam a atear a fogueira, depois era ver quem queria mesmo saltar. Quase todos conseguíamos. A princípio de lado, a medo, mas pouco a pouco querendo mais, ganhando força na disputa, melhorando o arco até chamuscar. Recordo esses começos de Verão assim, de flores acesas.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
If you don't know the kind of person I am
and I don't know the kind of person you are
a pattern that others made may prevail in the world
and following the wrong god home we may miss our star.
For there is many a small betrayal in the mind,
a shrug that lets the fragile sequence break
sending with shouts the horrible errors of childhood
storming out to play through the broken dyke.
And as elephants parade holding each elephant's tail,
but if one wanders the circus won't find the park,
I call it cruel and maybe the root of all cruelty
to know what occurs but not recognize the fact.
And so I appeal to a voice, to something shadowy,
a remote important region in all who talk:
though we could fool each other, we should consider--
lest the parade of our mutual life get lost in the dark.
For it is important that awake people be awake,
or a breaking line may discourage them back to sleep;
the signals we give--yes or no, or maybe--
should be clear: the darkness around us is deep.
and I don't know the kind of person you are
a pattern that others made may prevail in the world
and following the wrong god home we may miss our star.
For there is many a small betrayal in the mind,
a shrug that lets the fragile sequence break
sending with shouts the horrible errors of childhood
storming out to play through the broken dyke.
And as elephants parade holding each elephant's tail,
but if one wanders the circus won't find the park,
I call it cruel and maybe the root of all cruelty
to know what occurs but not recognize the fact.
And so I appeal to a voice, to something shadowy,
a remote important region in all who talk:
though we could fool each other, we should consider--
lest the parade of our mutual life get lost in the dark.
For it is important that awake people be awake,
or a breaking line may discourage them back to sleep;
the signals we give--yes or no, or maybe--
should be clear: the darkness around us is deep.
William E. Stafford (1914-1993), A Ritual to Read to Each Other.
terça-feira, 22 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Lisboa, Travessa da Cara
A próxima pessoa que frente à minha alcunhar o amor de invenção leva uma cabeçada.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Wee Hours
Um passo claro, decidido - aí está o que mais custa a quem foi ensinado a esperar. São séculos disto gravados em nós, mesmo as mais temerárias e alforriadas.
Vuvuzelotas
Tenho dois vizinhos sub-10 que se têm empenhado bastante a cornetear à janela, ao final da tarde. Jogar futebol ao som de uma espécie de colmeal deve ser pior, ainda assim.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Fluctuat Nec Mergitur
Os sábios latinos plantaram a raiz da palavra desastre porque queriam dar nome ao estilhaçar das estrelas. Tinham-no por augúrio de provação, temiam-no. O sentido resistiu bem aos séculos. Ainda hoje baptizamos dessa maneira qualquer fenómeno natural que traga consequências pesadas para a vida humana. Um desastre é um fenómeno connosco a bordo, sim.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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