sábado, 29 de setembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Quasi Finito
Ai, que também eu sono molto nervosa com a aproximação da cantata final de gli Soprani, cara Charlotte (agradeço os parabéns!); a ver vamos, e por mim, a conversar vamos anche.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
terça-feira, 25 de setembro de 2007
As Coisas Que Tu Sabes
é a frase que mais gosto de dizer. Sai-me assim a admiração, sem ironia nem favor, em fórmula infantil.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
Sintra, Praça Dr. Francisco Sá Carneiro
Nó na garganta, pensou que mais era a ânsia de ouvir. Não era; mais era a de cantar.
sábado, 22 de setembro de 2007
Questões Verdadeiramente Fracturantes
A baínha da pesporrência anti-aquilina está cheia de terra indesejada. O que dizem, tantas destas bocas em forma de avaliação de Aquilino, de Torga, de outros? Alguma coisa. E nessa alguma coisa há, por exemplo, o afastamento, a estranheza, a recusa da ruralidade. Há aquele tom do citadino que passa bem sem saber dos primos da província, e que passa melhor sem que o lembrem que também ele vem de lá. Esse tom, o do embaraço com um Portugal que se ignora, não o entendo nem o respeito.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Water
"I was born in a drouth year. That summer
my mother waited in the house, enclosed
in the sun and the dry ceaseless wind,
for the men to come back in the evenings,
bringing water from a distant spring.
veins of leaves ran dry, roots shrank.
And all my life I have dreaded the return
of that year, sure that it still is
somewhere, like a dead enemys soul.
Fear of dust in my mouth is always with me,
and I am the faithful husband of the rain,
I love the water of wells and springs
and the taste of roofs in the water of cisterns.
I am a dry man whose thirst is praise
of clouds, and whose mind is something of a cup.
My sweetness is to wake in the night
after days of dry heat, hearing the rain."
my mother waited in the house, enclosed
in the sun and the dry ceaseless wind,
for the men to come back in the evenings,
bringing water from a distant spring.
veins of leaves ran dry, roots shrank.
And all my life I have dreaded the return
of that year, sure that it still is
somewhere, like a dead enemys soul.
Fear of dust in my mouth is always with me,
and I am the faithful husband of the rain,
I love the water of wells and springs
and the taste of roofs in the water of cisterns.
I am a dry man whose thirst is praise
of clouds, and whose mind is something of a cup.
My sweetness is to wake in the night
after days of dry heat, hearing the rain."
Wendell Berry, Farming: A Handbook, 1970.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Quatro Caminhos, Ano IV
Eu por outras ruas e o QC a fazer três anos. Cá estamos. Um pouco como no começo, em trânsito. Um outro trânsito, menos ferroviário, mais automobilizado. Novas e velhas encruzilhadas. A mesma vontade de aprender.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Ave-do-arremedo
Li Mockingbird há mais de uma dúzia de anos, nos meses em que mais li na vida, também eles muito mitificáveis, como todos os meses de convalescença o são. Entre muitos outros, alguém me emprestou aquele numero da 'colecção azul'. Não li mais nada de Walter Tevis, que só mais tarde me apercebi ser o criador de Eddie Felsen, o jogador de bilhar interpretado por Paul Newman. Mockingbird conta a redescoberta do mundo depois do fim da memória, por via da difícil aprendizagem do acto de ler. Dos poucos livros de ficção científica que li, foi o único que me pareceu realmente profético.
Wee Hours
Todas as vidas são mitificáveis. Vejamos-me. Se estivesse guardada para grandes coisas*, podia ser objecto de um perfil apologético que começasse naquela foto do baptizado em que mergulho as mãozinhas infantis na água benta. Porém, mais tarde ou mais cedo, um biógrafo menos parcial poderia, segundo observação atenta e desapaixonada do documento, apontar o facto de a mãozinha abençoada ter sido a direita, e eu ser indiscutivelmente canhota.
*Um colega de escola do meu pai, optimista entre optimistas, repetia aos rapazes da classe, em antecipação excitada do futuro, estamos guardados para grandes coisas.
Massamá, Praceta João de Deus
Numa das dezenas de lojas de certa cadeia de pronto-a-vestir nacional (sim, sou proteccionista) comprei uma gabardina. Ao receber o pagamento, rematando o inevitável momento de conversa de chacha, a gerente gabou a peça por ser impermeável e tudo. Assim como se a impermeabilidade não fosse um predicado esperado, antes um bónus. A nossa expectativa em relação às coisas tem de ser assim tão baixa?
domingo, 9 de setembro de 2007
Coisas que Só A Mim Apoquentam XLVI
Já mudei por diversas vezes de pensamento relativamente ao instinto, à intuição. Andava conformada com a ideia de que as avaliações figadais não têm valor. Até que outro dia me disseram que só pensa assim quem é como eu, com tal, tal e tal característica. Quem mo disse mal me conhece, e ainda assim avançou julgamento detalhado. Acertando redondamente. O que me leva a repensar isto tudo.
sábado, 8 de setembro de 2007
Ends Meet
Calhou-lhe a vez, como a quem chumba. É possível que assim seja por nunca se ter exposto verdadeiramente à dificuldade. Prova a falha, engole a frustração, digere as limitações. Agora sim, aprende.
(Ainda a) Voz
No tempo dos meus pais estarem para o ser não se dizia fosse o que fosse a uma barriga grávida, isso são coisas de agora. Terá sido desde o colo. Ou desde o quadro, desde a rua, desde o ambão. Não sei. Sei que ainda só sereno pela fala.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
"Só Achas Graça aos Esquisitos, Pá!" XVII
Danny Huston. Não sei se é mais perturbante a voz, se o riso. Muito mas mesmo muito Alfa.
Mapa Cor-de-Rosa
O que nos leva a achar que querermos chega para chegarmos ao que queremos? Planeamos, como se para além das nossas fronteiras tudo fosse fácil de atingir. Não é, esquecemo-nos de umas expedições para as outras que não é.
sábado, 1 de setembro de 2007
As Alegrias que o Live Search Me dá*
Um digitante veio aqui parar procurando conselhos para quem tem o coração maior que a caixa. O coração maior que a caixa. 'Mais olhos que barriga' e 'Muita areia para a tua camioneta' morreram, depois de 'O coração maior que a caixa'.
*Título semi-palmado ao prestimoso Rafael Galvão.
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