O título não era o retrato do sentimento - era o que retrato o fazia sentir.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Sou Uma
entre dúzias que se refugiam no trabalho braçal quando insatisfeitas com o do espírito. Tudo o que permita ver o quer que seja materialmente acabado, serve.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
S.I.G. Estação Ferroviária Massamá - Barcarena
O que à distância parece banal - duas pessoas à conversa - é ao perto singular - um africano e um asiático falando em mandarim.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Comentários Footeis, 6
No estádio ocorre um facto que me intriga particularmente, e para o qual não conheço paralelo. Trata-se do plurilóquio de bancada, conversa colectiva e contínua sobre o que acontece no relvado. À medida que o jogo vai decorrendo, homens e rapazes a cada três filas por sete lugares exclamam, perguntam, respondem, completam as frases uns dos outros. Espontaneamente, muitas vezes sem se conhecerem, sempre sem se olharem. De forma orgânica.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
quarta-feira, 18 de abril de 2007
S.I.G. - Massamá Norte
Quem sair do Lidl com não sei quê ao colo, para poupar no saco, e olhar para o lado contrário da rua, topa com o stand da Ferrari Porsche.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
domingo, 15 de abril de 2007
Queluz, Rua Conde de Almeida Araújo
De frente para o passado, em terra de viver e ouvir dizer, damos pelo tempo das decisões.
sábado, 14 de abril de 2007
Comentários Footeis, 5
Ainda não percebi se é sem querer que mialgia soa a condição dez vezes mais grave que dor muscular.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Wee Hours
Surpreendente não é não esquecer o que se vive, é quase lembrar o que os outros viveram. Se disserem
Lobo Antunes
recordo com detalhe os sonetos a Cristo, África a vir ao corpo com toda a força, a avó querida, o quarto dos bebés, o sapateiro dos fados chorados, os passeios em Nelas. O ruço em patins.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Comentários Footeis, 4
Não há momento como aquele em que o jogador, depois de marcar o golo que reduz a desvantagem, arranca a bola à baliza e larga correr rumo ao meio campo.
A Meio da Estação
vejo o que há muito não via, velhotes a ver passar comboios. Antigamente, antes das grandes obras na linha, sobretudo em Queluz e na Damaia, não havia banquinho nem canteiro que não tivessem ao menos um senhor recostado, mirando o movimento. E para mim era como se aquele vaivém não se perdesse, havendo alguém a ver.
Meia Estação
é aquela época do ano em que os ares condicionados dos transportes públicos não estão regulados para pessoas com média corporal de 35,9ºC.
terça-feira, 10 de abril de 2007
Confesso
, e sabe quem sabe o que isto custa à minha fama fleumática: gosto de casamentos. Gosto da missa, das flores, de todos particularmente arranjados, gosto da família genuinamente sorridente, dos pais com cara de quase avós. Gosto dos noivos credulamente felizes. Gosto da exagerada refeição, da charutada, dos viris amigos mantendo a pose, gosto de quem se enfada, de quem adormece, de quem sai mais cedo para ver a bola, de quem foge ao bouquet, de quem se empifa. Como diria uma querida amiga, não conto - gosto de toda a gente.
"Bim dia, alegria!"
Não sei exactamente o que isto quer dizer, sei que está a vermelho num mural do interface ferroviário entrecampino, e que me faz sorrir tanto quanto os primeiros morangos. Ontem comi morangos. Hoje vesti vermelho.
segunda-feira, 9 de abril de 2007
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Nos dias
de Primavera a medo lembro-me muito da voz de Jorge Palma cantando o tema dos desenhos animados feitos d'O Vento Nos Salgueiros, não sei bem porquê.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
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