a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória

sábado, 31 de março de 2007

Housebound

Está a dar o Xavier, nunca tinha visto. Noventa foi há tão pouco tempo, e quase não reconheço nada, só a cidade. A Alexandra Lencastre tão nova, tão bonita. Uma vez sorriu ao meu irmão. Noutro dia vi-a ver-se e chorar; falava na RTP com o Daniel Oliveira, o nosso Oprah, e ele mostrou-lhe imagens dela desde o princípio, e ela não deve ter visto o que nós vimos, os filmes, as peças, deve ter visto a vida a passar, e há tão pouco tempo.

IC 19

Quase esquece quem sequer sabe que estas terras dão tanto quanto as mais. Mas entramos no carro, seguimos ao trabalho, ao descanso, e aí estão elas. Atrás do rail um socalco, um talhão lavrado, alguém de boina escavachando. Que o que parece perdido não está - assim manda o mundo.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Wee Hours

Sonho e pesadelo mais, quando durmo mal. As narrativas são mais complexas e longas, as imagens mais claras, os cenários muito elaborados. Figuram conhecidos e desconhecidos, e eu sempre fora de campo.

Antes, sempre que me assustava, o meu pai largava um provocatório
- Não estás com a consciência tranquila?
, e ele agora faz eco.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Humor Aquoso

Constato que me falta o instinto defensivo, já que não creio em maus-olhados.

DVDCrossing

Tenho a primeira série da Feira da Magia (tradução inqualificável de Carnivàle) para a troca.

Bruxelles, Hôtel de Ville

Frio, vento. Meia vista. Sorriam. Vá, todos. Agora os noivos. Vai correr tudo bem.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Giro, giro, mas mesmo giro

é passar a usar pála camoniana no Dia Mundial da Poesia. Volto quando estiver normal. Da córnea.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Autoscopia, 3

Esparvoada, expressão ferrugenta que frequentemente se me aplica, vem com o bónus de me fazer gargalhar sempre que a ouço. Não é pomposa, hermética ou beta (como possidónia, et caetera), e remete para um estado de distracção que não chega a ser transe nem estupor. Caracteriza-me nas situações de espera por transporte público, de proximidade de alguém que não sei se deva cumprimentar, e de caminhada digestiva.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Coisas Que Só A Mim Apoquentam XL

Se posso fazer desta minha caixa geral de propósitos o que quiser, de onde vem tanta cautela, tanta poupança, tanta rarefracção? Onde estão os ditos longos, os parágrafos? Onde foi o fôlego?

sábado, 10 de março de 2007

Humor Vítreo

Um bocadinho menos de senso do ridículo só me faria bem.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Wee Hours

Mas onde raio estará a minha harmónica?

quinta-feira, 8 de março de 2007

Que Fazer ao que nos Contam? (9)

- Andas em cabelo?

Isto, apenas. A subtil reprovação por vê-la lidar de cabeça descoberta, esquecer o lenço de merino.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Maternália

Um reparo, dois beijinhos, três junquilhos, quatro jacintos. Nunca te esqueces de nada, mãe.

Literálea

Se nos olhássemos quando a contradição violenta nos ocupa, não dávamos por nós. A perplexidade transfigura-nos.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Gen, 15, 5.

«Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar».

Parabéns, Tiago.

domingo, 4 de março de 2007

Perdido en el corazón / de la grande Babylon*

Da minha dúzia de bloggers preferidos, metade passou à clandestinidade no último ano e meio. Foram-se, mas mais tarde voltaram, dando notícia a poucos. No caminho de regresso depuraram-se de contadores de visitas, rubricas, nomes, blogrolls, apliques. Escrevem quando e para quem querem. Recolheram-se, recusam a ordem que se estabelece, capinam a sua azinhaga. Se assim posso continuar a lê-los, dou-me por mais que contente.

* Manu Chao, Clandestino, 1998.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Adenda

Já estes, por exemplo, são pretty real.

Coisas que só a mim apoquentam XXXIX

Acho os sorrisos porceclónicos como os de Anne Hathaway, Brittany Murphy e Hilary Duff pretty spooky.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Não vás

Ressumou-me há bocado a bata grenat. Depois veio o recreio pequeno, o termo almoçadeiro, os lápis de cera. No primeiro dia não chorei, só depois. Todos os dias, por três semanas, disse ela. Continuo má a mudanças, digo eu.

Conversas de Café, 75

O que me ocorreu dizer a propósito das sete perguntas de João Ferreira Dias, no Kontrastes 2.0.