Ansiosa por que venham, bem. Com afloramentos de sorriso esparvoados, guarnecidos de cantorias, esbracejamentos. Quem diria. Que poder ficar para tia deixasse uma rapariga assim tão contente.
a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória
segunda-feira, 23 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Queluz, Rua Conde de Almeida Araújo
Às vezes chega-me o perfume ao banho da semana, à roupa limpa, seca ao sol, ao detergente. Noutras há um forte odor a refogado, ao alho e à polpa agarrados à fibra da roupa e aos cabelos. Também se sentem as crianças, os quase adultos, a vida a acabar. O domingo é-me isto, quase sempre - um humano cheiro a presente.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Pontes no Ar
Miúdos fixes, estes. Amigos uns dos outros, confio que por anos. Foi bom ouvi-los rir muito alto, espantar medos, poisar as coisas da escola por um bocado.
Improv
Pela primeira vez desde que me conheço, muito pouco esboço guardado no bolso. As coisas são o que estão. Sempre temi uma contemplação assim, por mais que dissesse que não.
Life into my story
[Pedaço de conversa entre E. Ayre e K. Kieslowski num dos sets da Double Vie de Veronique, 1991]
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Lavre, Rua do Lavadouro
Tínhamo-nos sentado de roda dele de ânimo desconcentrado, ou melhor, desconcertado por uma semana que, não sendo de vida ou morte, lá de vida e morte acabou por ser. Não começámos bem, mas ele deu-nos tempo. Falou dos textos, depois da sua vida de antes, das comunidades em mãos. Chão e exposto, não coreografado. Graças a Deus que ouvimos um homem cheio Dele, nesse dia.
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