a vida depois da vida / eco em museu / canção-vitória / letra empoada / melhor que nada / é memória
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Queluz, Rua Óscar Monteiro Torres
Tudo muito escorreito e correctamente debitado quando falamos da anterior geração, claro. Como se esta fosse feita de outra carne. Que tristeza ouvir alguns de nós, já tão escolarizados, viajados, crescidos, fazermos de conta que não acreditamos em animais domésticos. Uma coreografia cobarde, esta de querer acima do mais preservar o passado, poupar a memória da infância comum, poder continuar a partilhar a mesa quando o presente é gritantemente diferente.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
[Bus Stop At The Top, 2003]
George Shaw mostra o antes à vista no agora. Naturalista, dizem. Por ele não há problema - tudo menos hipster. Continua a viver ali mesmo cerca de Coventry, a pintar o que o tempo faz às ruas, às árvores, a tudo.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A minha série favorita dos últimos tempos
Tirando Forbrydelsen, aquela dinamarquesa (após Laura Palmer, a pergunta que ainda não deu origem a autocolantes mas podia ter dado é, está visto: quem matou Nanna Birk Larsen?) que montes de malta anda a ver, só tenho gravado inglesadas. A que mais tenho gostado de ver até agora é The Hour. Talvez porque tem conseguido afastar-se totalmente do seu duplo visual norte-americano, Mad Men; porque o décor nunca sobrepuja a narrativa nem o trabalho dos actores; porque alude a um pedaço de história pouco recontado, a crise do Suez, de par com a luta interna por uma informação amplamentemente democrática no interior da televisão estatal da livre Inglaterra, que para seu governo não nasceu assim. Quase todos os dias ouço falar deste e de outros países como se tivessem. Como se essas conquistas fossem garantidas, imutáveis.
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