Gustav Mahler ainda não tinha chegado aos trinta anos quando compôs a primeira versão desta sinfonia em Ré Maior. Ao nada consensual e também muito germânico Christoph Eschenbach, vemo-lo aqui em plena condução da Orchestre de Paris. Curioso: só percebi realmente a crónica contida num post de há tempos, que me pareciam poucos, depois de ouvir este terceiro movimento.
domingo, 27 de abril de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
The Jezebel Spirit*
As mulheres são acometidas de fortes embirrações em relação a outras mulheres. Inveja, ciúme, insegurança, outra coisa primitiva ou simples senso comum? Não sei. Mais vale ter noção da afecção e cortar as vazas ao impulso insidioso, mesmo quando pretensamente inofensivo. Com os homens, se há equivalente fenómeno, desconheço-o. Aqui fica o exorcismo (borderline misógino, eu sei) de algumas implicâncias epidérmicas:
A escrita de Ana Anes.
A pose da jovem apresentadora do Rock in Rio.
A escrita de Ana Anes.
A pose da jovem apresentadora do Rock in Rio.
A voz de Maria Emília Correia.
*D. Byrne/B. Eno, 1981.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Lisboa, Avenida António Augusto Aguiar
Um pensamento azulejante compunha-se há metros. Era ao modo de Resende, ou como nos filmes - forma, cor e relevo aguardando exame no juntar das peças.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A estação é a estação (Com Chuva ou Não)
Venho só declarar que aprovo o actual corte toureiro das calças de giro da Divisão de Segurança a Transportes Públicos.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Massamá, Rua Natália Correia
Não era Julho, eu só estava assim desde o São João e ela ainda andava nas festas com a banda. Entrou-me pelo quarto já muito vermelha, pensei que do calor ou do peso-pesado do acordeão, desconforme a ela, tão magra. Sentou-se, baixou a cabeça e chorou um choro longo. Não precisei de perguntar; li nos seus olhos roxos de azuis a vermelhos ter desistido de resistir ao outro rapaz. Perguntava-me que fazer agora, que dizer ao namorado. A mim, ali deitada, já enjoada de livros, de cãibras, de flores de cabeceira, da arrastadeira, dos chocolates, de olhar para o tecto e para os Jogos de Barcelona, sem saber ainda o que aí vinha. Não sei que disse. Sei que, por qualquer razão, o seu sofrimento me pareceu mais relevante que tal insensibilidade ao meu.
Aqui entre nós
, que ninguém nos ouve, fica coisa de inspirar guarda-cacifos. Para dias em que só Carly, mesmo.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Homens IX
Capazes de arriscar humor no mais melindroso dos cenários, sabendo que o mais certo é a coisa correr mal.
História é nosso medo do Escuro
Do que conheço da bloga portuguesa e brasileira, mantenho a mesma impressão há anos: regra geral, somos todos uns transatlânticos bastante ensimesmados. Por isso não sei se estão a ver quem é a Fal*, assim de repente. Se disser que ela foi rapariga de Cidades Crónicas e há anos que oferece Drops, alguns de vós saberão. Gosto muito de lê-la. Não consigo descrever bem o seu registo: nenhum artifício, por vezes crueza, dias de coloquialismo e neologismo gargalhal, outros de classicismo em comoção. Entre uma coisa e outra, dei ontem com este post, tão mais que uma definição disciplinar. Outro não poderia vir mais ao encontro dos trabalhos e dos dias que são actualmente o meus. Obrigada, Fal (muita força para ti).
* alias Fábia Vitiello, alias Fal Azevedo, alias Fábia Vitiello de Azevedo Cardoso (n.1971), autora de Crônicas de Quase Amor e O Nome da Cousa.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Wee Hours
Um rumor colorido passa a acender as manhãs - passarada que folheia entre figueiras, sem cuidados.
sábado, 12 de abril de 2008
Reservoir Jim
O universo de Ballard atrai-me e repele-me na mesma medida - muito. Já em casa, metro e meio escapada à colisão em curso, resisto a admiti-lo.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Que Fazer ao Que nos Contam? (12)
Vinte e dois dias foi quantos esteve na Conde Ferreira, nem mais um. Houve que guardar cabras em freguesia afastada, até poder com a roçadoura. Não entende por que lhe vem isto à tona. Clareia a garganta e a ideia, recompõe-se. O irmão chama-o; está pronto o corte da meia-peça de fazenda dada pela tia. Agradece, abraça-o, que venha por lá depois, ao tinto novo. Torna a casa. Amanhã mesmo cuidará da pele de coelho para os punhos e gola da menina. A mulher costurará o feitio nos próximos dias. Uma só cachopa entre cinco gaiatos. E está tão grande.
sábado, 5 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Ana Léxica
Esperava, com esta idade, saber muitas palavras. Mas cada vez consulto mais o dicionário.
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