Genérico déja-vu, quanto a mim (dois-em-um de beg to differ & boas-vindas à conversa, BilidaQuid!) remetendo mais para uma espécie de imagem de marca séries-de-época-HBO do que para esta série em concreto; a semelhança com o de Carnivàle é gritante, parecendo-me este menos conseguido. E uma série com um genérico desconseguido é como uma terra sem tabuleta. O facto de ser uma co-produção com a BBC explica aquele cockney da plebe contra o acentuado posh patrício; Italy pela província romana Italia ainda escapa, mas um penny por um denário é que mais difícil de engolir, lá isso é.
O fosso entre aquele tempo e o nosso: a relação entre homens-livres e homens-objecto, animais domésticos tratados ora com crueldade, ora com sentimentalismo; a religião, os pedidos e as adivinhações rituais entranhando todos os actos do quotidiano. Lúcio Voreno e Tito Pulo, duas faces da moeda romana; força ou brutalidade, manha ou amoralidade? Mulheres usando o poder que lhes cabe sem amuos nem hesitações. Um César ilegível, impenetrável, por enquanto. Nem lá faltou O Amigo do Povo.
Adenda:
Carla, os bustos de Júlio César retratam-no careca lá pela meia-idade (à época, quarenta e tal anos), algures entre as Guerras da Gália (60 a.C.) e a Guerra Civil (50 a.C.). Assim, é de esperar que ele se vá descabelando ao longo dos próximos episódios, a bem do rigor histórico [e O Amigo do Povo agradece o elogio!].
Luís, o futuro jogou-se, isso mesmo, na observação da filosofia de Júlio César pelo seu sobrinho - afinal, o rapazolas loiro é Caio Júlio César Octaviano, Augusto alguns anos mais tarde.
O fosso entre aquele tempo e o nosso: a relação entre homens-livres e homens-objecto, animais domésticos tratados ora com crueldade, ora com sentimentalismo; a religião, os pedidos e as adivinhações rituais entranhando todos os actos do quotidiano. Lúcio Voreno e Tito Pulo, duas faces da moeda romana; força ou brutalidade, manha ou amoralidade? Mulheres usando o poder que lhes cabe sem amuos nem hesitações. Um César ilegível, impenetrável, por enquanto. Nem lá faltou O Amigo do Povo.
Adenda:
Carla, os bustos de Júlio César retratam-no careca lá pela meia-idade (à época, quarenta e tal anos), algures entre as Guerras da Gália (60 a.C.) e a Guerra Civil (50 a.C.). Assim, é de esperar que ele se vá descabelando ao longo dos próximos episódios, a bem do rigor histórico [e O Amigo do Povo agradece o elogio!].
Luís, o futuro jogou-se, isso mesmo, na observação da filosofia de Júlio César pelo seu sobrinho - afinal, o rapazolas loiro é Caio Júlio César Octaviano, Augusto alguns anos mais tarde.
