segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Wake Me Up When September Starts I
Name Throwing
Portuguesinha dos quarto costados, dou por mim a jogar ao atira-o-nome-para-mostrar-que-sabes tão bem como os melhores. Coro, mas da finta bem feita, não do sol.
É Memória
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Fotoshop
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
A Água Fria
Wee Hours
sábado, 20 de agosto de 2005
What Happened To Xobineski Patruska?
Metro, Colégio Militar - Jardim Zoológico
sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Ética
que me são solicitadas.
Sentindo que as ciladas
se acumulam cada vez que falo.
Preferi hoje o silêncio.
A ausência de equívocos
não é partilhável.
No inegociável deste dia,
destituo-me de palavras.
O silêncio não se recomenda.
Deixa-nos demasiado sós,
visitados pelo pensamento."
quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Trabalhos Manuais
quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Roger Schutz, 1915-2005
Deixou Genève aos 25 anos, de bicicleta, rumo à França ocupada. Pedalou até encontrar lugar para a sua ideia de mundo. Achou-o em plena Borgonha, e aí trabalhou pela reconciliação de todos os cristãos. Que as trágicas circunstâncias da sua morte se não sobreponham a tão grande testemunho de fé.
Anatomia
Tão pequenina tinha,
ao centro e dentro
de um corpo de peças rosadas,
cavidade em forma de gota
onde morava
(muito quieta)
a minha alma.
Cresci e perdi-me
na anatomia,
hoje não sei,
não encontro
o lugar onde pus
a centelha mínima.
Encontro-os. Não Os Invento.
Guerras Parvas. Capítulo 1.
O aparato conceptual da presente rubrica é ligeiro; tão ligeiro, que se resume ao preconceito axiomático epigrafado. Para que não restem dúvidas, à luz da recentíssima (mas já academicamente indispensável) perpectiva silly, o confronto marcial é parvo, coloquial ou etimologicamente falando. No caso que se segue, etimologicamente falando.
Atentemos, pois, na parva Guerra do Bacalhau (Cod War, ou Porskastríðin), contemporânea da bastante menos parva Guerra Fria (Cold War). Enquanto a quase totalidade do planeta Terra se afligia com a hipótese de extinção da espécie humana por obra de uma ou duas potências nucleares, a Islândia e a Inglaterra peitavam-se por causa de peixe. A disputa iniciou-se nos últimos anos do século XIX, com a aplicação da energia a vapor à propulsão de embarcações. O Atlântico Norte foi, até 1893 incontestadamente dominado pelos profissionais britânicos; nesse ano, o governo dinamarquês, soberano da Islândia e Ilhas Faroe, estabeleceu uma área exclusiva de águas territoriais, 13 milhas náuticas para lá da sua costa.
Os pescadores britânicos reclamaram, sendo apoiados pelo seu Governo à desobediência e não reconhecimento das 13 milhas islandesas. O seu estabelecimento não tinha precedente, e preocupava-se o Reino Unido com as posições futuras de vizinhas nações. Três anos mais tarde, foi firmado um acordo de utilização inglesa dos portos islandeses e de proibição ao trânsito para leste de Illunypa e Thornodesker.
Em 1899, o Caspian Affair marcou o tom futuro de agressividade relacional entre os dois países: o arrastão Caspian pescava ilegalmente nas Ilhas Faroe, tendo sido abordado pelas autoridades locais. Fugiu e foi fogueado, chegando ao porto de Gimsby em frangalhos; na custódia dos dinamarquesesficou o seu comandante, prontamente chicoteado no mastro do navio islandês, e posteriormente preso por 30 dias. A imprensa inglesa iniciou um devir de atenção ao conflito, instando frequentemente os governantes ao envio da Armada para defesa dos súbditos pescadores.
Até ao final da muito pouco parva II Guerra Mundial, a questão da manutenção de recursos marinhos e suas zonas de actividade esteve relativamente dormente. Com o ressurgimento dos conflitos, em 1958, a imprensa tablóide forjou a expressão Cod War, parodiando a nuclear contenda em curso. Nesse mesmo ano, o confronto assentou no facto de o Reino Unido não ter conseguido impedir que a Islândia estendesse os seus limites de pesca das 4 para 12 milhas. Então, mas mais marcadamente entre 1972 e 1973, a Islândia sustentou um único e convincente argumento: era a nação do mundo mais dependente da pesca, sendo a quase totalidade dos seus c.250 000 habitantes dedicados à actividade e suas dependentes, e não possuíndo outros recursos naturais por explorar. Estendeu então os seus limites para 50 milhas, alegando também a necessidade de controlo dos stocks de peixe. Os ingleses não intentaram em nenhum momento abdicar da zona islandesa, que não reconheciam como tal, por ser aquela que suportava o sector económico inglês congénere. Em 1973, um acordo entre as duas nações permitiu aos britânicos a entrada em certos pontos da zona islandesa, bem como um limite máximo de pescado até 130 000 toneladas/ano.
Expirado o acordo em 1975, teve início o mais encarniçado dos confrontos ocorridos. Entre Novembro desse ano e Junho de 1976, a quantidade de bacalhau pescada e a reclamação islandesa de alargamento a uma zona com 200 millhas foram novo pomo de discórdia: tiros, redes cortadas, abalroamentos, abates, multas, pesca furtiva; 6 navios e 2 arrastões da Guarda Costeira Islandesa contra 22 fragatas britânicas .
Com a ameaça islandesa de encerramento da base da Aliança Atlântica em Keflavik, imprescindível para o controlo da actividade soviética nessa zona do oceano, intervieram forças internacionais: a NATO, e os EUA em particular, favoráveis à Islândia. O Secretário Geral dos Aliados, Joseph Luns, mediou um acordo a 2 de Junho de 1976, que conferiu seis meses ao Reino Unido para frequentar a zona das 200 milhas com um total de 24 arrastões, sujeitos a patrulhamento e inspecção islandeses.
Paradoxalmente, nas Nações Unidas, os britânicos apoiavam e participavam desde 1973 nas conferências para a Lei do Mar, com vista, entre outras coisas, à constituição de Zonas Económicas Exclusivas de 200 milhas. Contudo, não consideravam que nada estivesse em vigor ou que os vinculasse, incentivando os seus pescadores às "incursões islandesas". Certo é que, após o acordo de '76 (e a instauração da Lei do Mar, em '82), c.1 500 pescadores perderam emprego e outros c.7 500 indivíduos deixaram de poder trabalhar em actividades associadas.
Depois de ler isto, perdi vontade de dizer que somos o povo europeu que mais ama o bacalhau.
terça-feira, 16 de agosto de 2005
segunda-feira, 15 de agosto de 2005
Quando sós à boleia do crepúsculo
Não mais a literatura, os seus
fúteis e imperiosos desígnios
- julgamos dizer, insistindo
numa ourivesaria do terror
e em gestos que sabem o quanto
chegam tarde. Quando sós,
à boleia do crepúsculo, dizemos
coisas assim, mentimos com
os dentes todos que não temos.
E a mentira (a literatura)
é ainda a improvável derrota
de que não nos salvaremos
nunca. Tão igual à vida, portanto:
pouso o copo, recupero o fôlego,
fumo uma silepse. Sei que vou morrer.
E isso que - talvez - nos diz
é uma evidência que escurece
(tivemos por amigo o desconforto).
Quanto ao mais, vamos andando.
Casados ou sozinhos. Mortos."
domingo, 14 de agosto de 2005
Of The Beholder
- É assim que tem de ser, que um homem é para o mundo.
e o noticiário continuou. Eu fiquei naquilo.
Podes Vir Para A Rua?
Antiguidades
- Então, olha, ceausescu.
e só alguém de trinta para cima responde
- Vá, adeus, até brejnev.
sábado, 13 de agosto de 2005
A Vera Linha
Filhos das minhas filhas, meus netos são,
filhos dos meus filhos, serão ou não.
que aquele era um mundo da patronímica fé, da patronímica descrença.
Agora não há segredos, pode-se ver quem está no sangue.
sexta-feira, 12 de agosto de 2005
O Telefone Estragado
Assim se inaugurou a pesquisa ontológica do meu amigo, num simpático cartório transmontano. Lá arejava, entre outros entusiastas em pausa, as folhas do mundo anterior.
quinta-feira, 11 de agosto de 2005
Dói-me Aqui
terça-feira, 9 de agosto de 2005
Português Partido IX
escatalejar, v. (de catalecta?
um verdadeiramente relevante.
A Cara Dela
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
2.
"my way is in the sand flowing
between the shingle and the dune
the summer rain rains on my life
on me my life harrying fleeing
to its beginning to its end
my peace is there in the receding mist
when I may cease from treading these long shifting thresholds
and live the space of a door
that opens and shuts"
Samuel Beckett, Four Poems [tradução de Quatre Poèmes, pelo próprio autor], 1948.
A Metamorfose II
A Divina Previdência
Adenda [09-08-2005; 20:30h]: No Substrato, pela mesma hora, publicava-se este post. Especial atenção para o último comentário, que linka "A Indústria dos Incêndios" publicado uns dias antes na Sic Online, por José Gomes Ferrreira.
sábado, 6 de agosto de 2005
Tacho Merecido
A propósito, o rapaz da banda d'além está vivo e de boa saúde?
A Metamorfose I
sexta-feira, 5 de agosto de 2005
Este Post Não Tem Jeito Nenhum
Que fazer?
Quando não se está perto da água e se leva com 42ºC ao meio-dia, usar decote. E enfiar a cabeça no jornal. E treinar o ar absorto e descontraído em casa, com alguma antecedência.
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
Autobiography At An Air-Station
Delay. For how long? No one seems to know.
With all the luggage weighed, the tickets checked,
It can't be long... We amble too and fro,
Sit in steel chairs, buy cigarettes and sweets
And tea, unfold the papers. Ought we to smile,
Perhaps make friends? No: in the race for seats
You're best alone. Friendship is not worth while.
Six hours pass: if I'd gone by boat last night
I'd be there now. Well, it's too late for that.
The kiosk girl is yawning. I fell stale,
Stupified, by inaction - and, as light
Begins to ebb outside, by fear, I set
So much on this Assumption. Now it's failed."
Comboio, Top Livros
Comboio, Essa Amostra Universal
Vou sentada o resto da viagem, a ver se a curiosidade passa.